Quem pode (e quem não pode) fazer cirurgia refrativa

Querer depender menos dos óculos é um motivo para conversar com o oftalmologista, mas não define uma indicação cirúrgica. Para entender quem pode fazer cirurgia refrativa, é preciso avaliar os exames, a saúde dos olhos e as expectativas de cada pessoa. Em alguns casos, a melhor orientação será esperar ou não operar.
O que a cirurgia refrativa procura corrigir?
Procedimentos como LASIK e PRK modificam a córnea para alterar a forma como a luz é focalizada. Podem ser opções em casos selecionados de miopia, hipermetropia e astigmatismo. Este artigo se concentra nas cirurgias a laser na córnea: outras técnicas têm indicações e limites próprios.
Quais critérios entram na avaliação?
Em geral, consideram-se maioridade, grau estável e medidas compatíveis com a técnica. A estabilidade costuma ser avaliada com receitas e exames ao longo de pelo menos um ano, mas o período necessário depende do caso. Espessura e formato da córnea, superfície ocular e saúde geral também importam.
Não existe um número de grau que, sozinho, autorize a operação. Dois pacientes com o mesmo grau podem receber orientações diferentes.
Quando pode ser melhor adiar ou não operar?
- Grau ainda mudando ou idade abaixo dos critérios da técnica.
- Gestação e amamentação, quando alterações hormonais podem afetar as medidas.
- Ceratocone, suspeita de fragilidade corneana ou espessura inadequada.
- Olho seco relevante, infecção ou inflamação que precise de tratamento.
- Doenças ou medicamentos que possam prejudicar a cicatrização.
Algumas situações são temporárias; outras tornam uma técnica inadequada. Informe doenças, tratamentos e cirurgias anteriores para que a decisão seja individualizada.
Como é a consulta antes da cirurgia?
A avaliação combina o histórico com exames do grau e das estruturas oculares. O médico verifica se as medidas permitem um planejamento adequado e explica as opções. Quem usa lentes de contato pode precisar suspendê-las antes de determinados exames, pelo período orientado pela equipe.
Leve receitas antigas, exames e sua lista de medicamentos. Conte se tem dificuldade para dirigir à noite, ressecamento ou atividades profissionais que exijam condições específicas de visão.
A cirurgia garante abandonar os óculos?
Não. Pode haver grau residual, necessidade de óculos em algumas situações e mudanças da visão ao longo da vida. A presbiopia, dificuldade de foco para perto relacionada à idade, também precisa entrar na conversa.
Benefícios e riscos devem ser discutidos antes da decisão.
Não ser candidato também é uma resposta importante
Uma avaliação responsável não termina necessariamente com uma cirurgia marcada. Ela deve esclarecer o que faz sentido para você, inclusive continuar com óculos ou lentes.
Para avaliar suas possibilidades em Maceió, converse com a equipe do Dr. Carlos Anchieta. Conheça também a área de cirurgia refrativa do site.
Conteúdo educativo; não substitui consulta e exames. A capa é uma ilustração artística do foco da luz, não uma demonstração de resultado cirúrgico.
Referências
FDA — Critérios e contraindicações do LASIK; FDA — Riscos e expectativas; FDA — Avaliação antes da cirurgia.
